MyPet

Uma vida juntos.
Cuidar em cada etapa.

É o seu primeiro animal? Da chegada a casa aos cuidados de todos os dias, ajudamos a preparar o essencial, confirmar os documentos e planear a primeira consulta. Não precisa de decidir tudo sozinho: na primeira consulta, avaliamos a saúde do seu animal e organizamos consigo os cuidados e as próximas datas.

Cão de pelo cinzento com peitoral rosa, também presente na página da equipa

O essencial para começar

  1. Prepare a primeira consulta

    Confirme a origem do animal e reúna a declaração de cedência ou compra, o boletim sanitário e os tratamentos já feitos. Traga também o nome do alimento habitual e as suas dúvidas. Mesmo que pareça saudável, vale a pena fazer uma avaliação inicial.

  2. Defina as vacinas e a prevenção

    Nos cães, as vacinas essenciais incluem proteção contra esgana, adenovírus e parvovirose; nos gatos, panleucopenia, herpesvírus e calicivírus. O veterinário adapta doses, reforços e outras vacinas à idade, historial e risco. Em Portugal, os cães a partir dos 3 meses devem ter vacina antirrábica válida. Combine também a prevenção de parasitas.

  3. Verifique o microchip e os documentos

    Cães, gatos e furões precisam de microchip e registo no SIAC. Confirme que o DIAC (Documento de Identificação do Animal de Companhia) e os contactos do titular estão atualizados; ter microchip não basta se o registo estiver em nome de outra pessoa. Para cães, confirme também o licenciamento na junta de freguesia.

  4. Crie uma rotina e planeie o acompanhamento

    Prepare um espaço seguro, água, alimentação adequada, descanso e atividades ajustadas à espécie. Evite mudanças bruscas e faça as apresentações com calma. Reserve tempo e orçamento para os cuidados ao longo da vida. Coelhos, aves e répteis precisam de um plano próprio, incluindo ambiente e alimentação.

Abaixo encontra os detalhes de cada tema, as fontes e os cuidados a confirmar na consulta.

Como podemos ajudar?

Abra um tema para saber mais.

Adoção responsávelOrigem, documentos e chegada a casa

Antes de acolher um animal, pense no tempo, espaço, despesas e cuidados de que vai precisar durante toda a vida. Considere a adoção num centro de recolha oficial ou numa associação de proteção animal e procure uma boa adaptação à família.

Cachorro, um novo companheiro para acolher com responsabilidade

Se vai adotar

Conheça o animal e pergunte pelo historial de saúde, comportamento e necessidades. Confirme quem o entrega, peça a declaração de cedência e combine a atualização da titularidade quando aplicável.

Evite decisões por impulso ou oferecer um animal sem o acordo de quem vai cuidar dele.

Se optar por um criador

Peça o número de registo do alojamento e confirme a atividade na lista oficial da DGAV. A expressão “criador certificado” num anúncio não substitui esta verificação.

Conheça as condições de criação e peça identificação do vendedor, contrato ou declaração de cedência, fatura quando se trate de compra e a documentação sanitária e de identificação aplicável.

Consultar centros, associações e criadores na DGAV →

Já chegou a casa? Os primeiros cuidados

Documentos e primeira consulta

  • Peça o DIAC (Documento de Identificação do Animal de Companhia), a declaração de cedência, o boletim sanitário ou passaporte e o historial de vacinas, desparasitação e tratamentos.
  • Confirme a leitura do microchip e atualize a titularidade no SIAC. A alteração deve ser comunicada no prazo de 15 dias.
  • Marque uma avaliação inicial. Leve os documentos, o nome do alimento habitual e as suas dúvidas.

SIAC ↗

Uma chegada tranquila

Prepare um local seguro para descansar, água, alimentação adequada e uma transportadora. Faça apresentações graduais a pessoas e outros animais e evite mudanças alimentares bruscas.

Na consulta, combine prevenção de parasitas, saúde oral, alimentação, comportamento e eventual esterilização. Se houver dificuldade respiratória, colapso ou suspeita de intoxicação, contacte imediatamente um serviço veterinário.

AlimentaçãoO que escolher e quanto oferecer

A alimentação deve acompanhar a espécie, a fase de vida, a condição corporal e a saúde. Na consulta, revemos o alimento habitual, as quantidades e as recompensas.

Escolher e dosear

Procure um alimento completo adequado à fase de vida e use a informação nutricional do rótulo. Leve uma fotografia da embalagem à consulta para definirmos quantidades e acompanharmos o peso.

Nos cães, as recompensas não devem ultrapassar 10% das calorias diárias. Se existe doença ou uma dieta veterinária, confirme também quais as recompensas adequadas.

Alimentação e dietas veterinárias

Escolher uma dieta para um problema de saúde faz parte do acompanhamento clínico. Marque uma consulta para avaliar as necessidades e combinar a alimentação com os restantes cuidados.

Seleção em preparação; preços e disponibilidade por confirmar.

WSAVA: nutrição ↗ · WSAVA: recompensas para cães ↗

Taça, toalha, brinquedo, escova e trela para os cuidados diários
Higiene e limpezaCuidados com o animal e com a casa

Uma rotina para o seu animal

Escovagem, banho e higiene oral devem ser adaptados ao animal. Se notar comichão, feridas, mau cheiro persistente ou desconforto, marque uma avaliação antes de escolher um produto para o problema.

Limpar com segurança

Lave regularmente taças, brinquedos e camas. Siga o rótulo do produto quanto à diluição, aplicação e enxaguamento; mantenha os animais afastados durante a limpeza e até as superfícies estarem secas.

Nunca misture produtos de limpeza. Guarde-os fora do alcance e use produtos para superfícies apenas no local indicado, nunca diretamente no animal.

CDC: limpeza dos artigos dos animais ↗

Artigos de higiene e cuidados do animal
Vacinas e prevençãoUm plano adaptado ao seu animal

A WSAVA — World Small Animal Veterinary Association — publica recomendações científicas. Estas não substituem as obrigações legais portuguesas nem a avaliação do médico veterinário.

Cães e gatos jovens

As vacinas essenciais protegem os cães contra esgana, adenovírus e parvovirose; os gatos contra panleucopenia, herpesvírus e calicivírus.

A WSAVA 2024 recomenda iniciar estas vacinas geralmente às 6–8 semanas, repetir a cada 2–4 semanas até uma dose às 16 semanas ou depois e revacinar a partir das 26 semanas. O protocolo depende da vacina, do risco e do historial.

Um plano ao longo da vida

Nem todas as vacinas exigem reforço anual. Algumas valências essenciais permitem intervalos maiores após imunização adequada; outras precisam de reforços mais frequentes.

Leptospirose nos cães e FeLV nos gatos merecem avaliação específica conforme epidemiologia, idade e exposição. Um animal adulto sem historial precisa de um plano próprio.

WSAVA 2024 ↗ · OMV: posição sobre plano individual antirrábico (2013) ↗

A OMV defende a definição individual da periodicidade antirrábica pelo médico veterinário, de acordo com a vacina e a avaliação clínica. A data válida é a registada no documento do animal.

Imagem ilustrativa de um gato numa consulta veterinária
Esterilização e castraçãoOrientações atuais e planeamento da cirurgia

A decisão e o momento devem ser discutidos com o médico veterinário. Prevenir ninhadas não desejadas, a saúde, a raça, o porte e as condições de vida entram nessa decisão.

Gatos

A orientação BVA/BSAVA de 2026 recomenda, em geral, esterilizar ou castrar por volta das 16 semanas, com avaliação clínica individual.

Cães

A mesma orientação favorece aguardar a maturidade esquelética, frequentemente entre 12 e 23 meses, conforme a raça. Nas fêmeas e nos machos, ponderam-se benefícios e riscos individuais; não existe uma idade única adequada a todos.

BVA/BSAVA 2026 ↗ · WSAVA: controlo da reprodução, 2024 ↗

Planear a cirurgia

Comece por uma consulta para discutir a esterilização ou castração. A equipa avalia o animal e combina consigo o momento da cirurgia, a preparação e a recuperação.

Imagem ilustrativa de um cão e um gato tranquilos em casa
Saúde oral e cuidados dentáriosPrevenção, sinais e avaliação dentária

O que observar

Mau hálito persistente, gengivas vermelhas, salivação, sangramento ou dificuldade em mastigar justificam uma avaliação. Mesmo sem sinais evidentes, inclua a boca nas consultas de rotina.

Cuidados em casa

Habitue o animal gradualmente à escovagem diária com material e pasta próprios para animais. Não use pasta humana. Produtos dentários complementam a rotina, sem substituir a avaliação e o tratamento.

Avaliar antes de tratar

A consulta permite avaliar a boca e planear os exames e tratamentos necessários. A limpeza dentária profissional requer anestesia geral, monitorização e avaliação do risco; quando indicadas, as radiografias ajudam a avaliar estruturas não visíveis.

AAHA: cuidados dentários, atualizado em 2026 ↗ · Diretrizes AAHA 2019 ↗

Comece por uma consulta de avaliação dentária. O tratamento e a data são definidos após a avaliação.

Escovas e pasta para a higiene dentária dos animais
Microchip e obrigaçõesIdentificação e documentos em Portugal

Microchip + SIAC + DIAC

Cães, gatos e furões devem ter microchip e registo no SIAC. Para os nascidos após 25/10/2019, o prazo geral é até 120 dias após o nascimento. A saída de criadores e alojamentos autorizados tem regras de identificação prévia, independentemente da idade.

O médico veterinário entrega o DIAC (Documento de Identificação do Animal de Companhia). Mantenha os contactos e a titularidade atualizados. O microchip não é um localizador GPS.

DGAV ↗ · SIAC ↗

Raiva e licença dos cães

Em Portugal, os cães com 3 ou mais meses devem ter vacinação antirrábica válida, salvo isenção legalmente aplicável. A obrigação nacional não é idêntica para gatos e furões; viajar pode tornar a vacinação necessária.

Os cães registados no SIAC estão sujeitos a licenciamento anual na junta de freguesia. Confirme documentos, taxas e isenções. Cães perigosos ou potencialmente perigosos têm requisitos adicionais.

DGAV: raiva ↗ · DGAV: licenciamento ↗

Leitor de microchip, coleira com identificação e boletim
Viajar com animaisPreparar a ida e o regresso

Marque a consulta de preparação com antecedência e indique países de destino e trânsito, datas, transporte e quem acompanha o animal. As regras seguintes referem-se a viagens sem finalidade de venda ou transferência de propriedade.

Dentro da União Europeia

  • Microchip e Passaporte de Animal de Companhia devidamente preenchido.
  • Vacina antirrábica válida: administrada a partir das 12 semanas e depois da identificação. Após a primeira vacina, aguarde pelo menos 21 dias; reforços dentro da validade não reiniciam essa espera.
  • Em regra, até 5 animais. Se forem acompanhados por pessoa autorizada, a viagem deve ocorrer até 5 dias antes ou depois da do titular, com autorização escrita.
  • Alguns destinos exigem tratamento contra Echinococcus nos cães, na janela de 24–120 horas antes da chegada. Confirme requisitos e exceções por país.

DGAV: UE ↗

Fora da UE

Cada destino define as suas condições: podem ser necessários certificado sanitário oficial, testes, tratamentos, licença de importação ou quarentena. O passaporte europeu, por si só, não basta para todos os países.

Consulte o destino no portal DGAV / Certific@+ e confirme também as condições de trânsito e da companhia transportadora.

DGAV: condições por país ↗ · Certific@+ ↗

Antes de regressar a Portugal

A partir de certos países, é exigida titulação de anticorpos da raiva: colheita pelo menos 30 dias após a primovacinação e espera de 90 dias após a colheita. A espera pode não se aplicar ao regresso se a análise favorável tiver sido feita antes da saída da UE e as restantes condições se mantiverem.

Confirme a documentação, o ponto de entrada autorizado e o aviso de chegada exigido pela DGAV.

DGAV: entrada e regresso ↗

A DGAV atualizou as regras de circulação em 2026. Reconfirme os requisitos antes de reservar e antes de partir. Adoções internacionais e mudanças de titular podem seguir regras diferentes das viagens de companhia.

Transportadora, trela e documento de viagem de um animal
Animais exóticosCoelhos, aves, répteis e outros companheiros

Coelhos, pequenos mamíferos, aves e répteis precisam de cuidados específicos. Antes de adotar ou adquirir, informe-se sobre a espécie, a longevidade, o espaço e os custos de manutenção e acompanhamento veterinário.

Ilustração de um coelho e de uma tartaruga, apresentados separadamente

Preparar o ambiente e a alimentação

  • Coelhos e pequenos mamíferos: dieta, espaço, exercício e companhia adequados à espécie.
  • Aves: espaço para atividade, enriquecimento e contacto social adequado.
  • Répteis: temperatura, humidade, iluminação e alimentação ajustadas à espécie. Não há uma configuração universal.

Não aplique automaticamente os planos de vacinação, medicamentos ou dietas de cães e gatos a outros animais.

Origem legal e documentação

Confirme a espécie e a sua origem antes de a receber. Algumas espécies têm restrições de detenção ou comércio e podem exigir documentação CITES. Verifique o caso concreto junto do ICNF e guarde os comprovativos.

Nunca liberte animais na natureza. Se deixar de conseguir cuidar deles, procure uma solução responsável com apoio das entidades competentes.

ICNF: espécies exóticas e comércio →

RSPCA: cuidados de animais exóticos ↗ · cuidados de coelhos ↗

Preparar a casaConforto, brincadeira e acessórios

Escolha pelo tamanho, espécie e forma de utilização. Os acessórios complementam os cuidados; não substituem vacinação, desparasitação ou acompanhamento clínico.

Passeios e deslocações

Peitoral ou coleira bem ajustados, trela e transportadora adequada.

Brincar com supervisão

Brinquedos adequados ao tamanho e à forma de brincar. Retire peças danificadas.

Higiene e descanso

Uma cama tranquila, material de escovagem e, para gatos, uma caixa de areia acessível.

Acessórios para preparar a chegada de um animal a casa

Cuidamos consigo.

Na consulta, transformamos estas orientações num plano para o seu animal.

Marcar consulta

Fontes consultadas em 18/10/2026. Os guias de vacinação, identificação e viagens referem-se sobretudo a cães e gatos. Para outras espécies, consulte a secção Animais exóticos e confirme os requisitos específicos.

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